quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E o que falar das petalas

Então desisti para sempre de toca-la
Pelo dia e a noite não iluminarem mais nada
O retrato perfeito que era sombras, quebrado
Caule morto, petalas no chão


Era, tempo de um inverno
Sem esperança de primaveras
Quando tudo parecia morto
Separado, petalas no chão


Eu então sem um vaso
Ou terra, ou áqua, luz
Pereciam sob meus olhos sem vida
As petalas que diziam:
Apenas queria que soubece, quem sou



Marcio

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