quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

No tempo , mas ainda vivo



É fugaz,toda via escondido
fogo,desacreditado vazio
estranho,a vida não o desfaz
mas nós

É fuga, toda via desesperada
agua,que ainda corre no rio
destino perdido,mas ainda por chegar
mas nós

É fato,toda via solido estatico
terra,que como pedra não sedimenta
petróleo,impossivel num lucro fantasma
mas nós

É fantasia,toda via sonho
vento,que como novo sopra
odio,magoa,erro,palavras
mas nós

É fruto,toda via escondido
vazio,feito de tudo o que não se perde
completo,podendo abitar onde escolher
mas nós,no tempo ainda vivos
mas nós,amores perdidos
mas nós,desculpas não ditas
mas nós,que como cinco somos um


Marcio



"pra onde vão os trens meu pai?para
Mahal,Tamí,para Camirí,espaços no mapa,
e depois o pai ria: também pra lugar algum
meu filho,tu podes ir e ainda que se mova o trem
tu não te moves de ti."

Hilda Hilst

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